Oculto

Não importa a máscara: não falando de sexo, outra coisa não faço mais do que falar dele. Esta que vês com a face da cordialidade, me é tão distante quanto a puta que cobra a sua parte em algum ponto da trilha que vai da norma ao desejo. Nos atalhos que ligam umas de mim às outras, há o sexo dos corpos disponíveis, que se vive com limpidez e precisão. Mesmo devasso, é óbvio. E há o outro, esgueirando-se nas palavras, nas entrelinhas e nos silêncios. Tem a violência do obscuro.
Imagem: Kabuki (2003), de Hiroshi Watanabe
Escrito por Lílian Honda às 12h48
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|